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Sáb, 10 Nov, 03h09Santiago do Chile, 10 nov (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou hoje em Santiago que, após a descoberta do novo campo de petróleo na Bacia de Santos, a entrada do Brasil na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) passa a ser um objetivo.

“Obviamente, temos a intenção de participar de um fórum no qual podem ser decididas políticas para o mundo inteiro”, declarou Lula antes de deixar a XVII Cúpula Ibero-americana, no Chile.

O presidente chamou a descoberta de “uma dádiva de Deus” e esclareceu que o Brasil só poderá pleitear a entrada na Opep dentro de cinco ou seis anos, quando se calcula que o país estará em condições de exportar petróleo.

Lula admitiu que ainda “falta muito” e que isso não ocorrerá durante seu Governo, mas afirmou que o Brasil entrará na Opep com a intenção de ajudar a reduzir os preços do petróleo.

“O Brasil vai entrar na Opep e obviamente brigará para que o preço do petróleo caia, porque essa é uma das contribuições que os países ricos em petróleo podem dar”, argumentou.

Segundo Lula, “os países que têm petróleo precisam ser ressarcidos com um preço justo, mas não podem achar que acabarão com os problemas de suas economias às custas dos mais pobres”.

O presidente disse que muitos dos chefes de Estado e de Governo que estiveram presentes na Cúpula Ibero-americana brincaram com ele por causa da descoberta anunciada pela Petrobras.

“Agora me chamam de xeque, de magnata do petróleo”, brincou Lula.

Ele comentou particularmente o caso do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que propôs aproveitar esse petróleo para fortalecer projetos como a Petroamérica, a Petrocaribe e outros promovidos por Caracas.

“Eu disse a ele que antes de tirarmos um litro de petróleo ele já tinha socializado tudo na Petrocaribe e outras coisas. Então pedi que ele nos deixe começar a tirar petróleo para ver o que vamos fazer”, comentou.

Lula também assegurou que o fato de o Brasil poder se transformar em um exportador de petróleo não significará “retroceder um milímetro” na política de produção de biocombustíveis. EFE ed/va pa POL:POLITICA,MULTILATERAL POL:POLITICA,EXTERNA|

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